domingo, 9 de janeiro de 2011
sábado, 1 de janeiro de 2011
Os fins justificam os meios. O dilema de Anastasia
Desde que o diplomata e historiador Nicolau Maquiavel disse que os fins justificam os meios, esta frase é talvez uma das mais controversas e alvo de questionamentos em salas de aulas e nas rodas de conversas de políticos e cidadãos que gostam do tema. Sem querer entrar nesta discussão por ora, seja lá qual tenha sido a verdadeira intenção de Maquiavel, os fins tem sido a razão por que tantos homens com uma biografia imaculada, impoluta e irretocável acabam cedendo às pressões de seus próximos e agido como se não pudessem olhar depois no retrovisor da sua historia e sustentar seus valores e conceitos. Em que pese o fato de que na vida publica é preciso pensar na coletividade e para tanto certos pontos de vista pessoal e certos valores pessoais não devem sobrepor o interesse da maioria, e esta é talvez o cerne da questão que para alguns historiadores e cientistas políticos Maquiavel foi mal interpretado quando disse que para a sustentabilidade do governo e da estabilidade do Estado os fins devem justificar os meios. Esta dicotomia entre a ética pessoal e a ética coletiva pode ser a razão por que a cada dia nossa classe política está mais empobrecida de quadros que a dignifique e é perceptível a descrença e o desestimulo de homens e mulheres de bem quando assediados para filiar-se em um partido político ou para concorrer a um cargo publico. Ao anunciar a equipe de secretários que o auxiliará nos próximos quatro anos na condução do governo de Minas o governador Anastásia certamente viveu este dilema e certamente não seguiu o script que durante a sua laboriosa campanha escreveu e que envolveu os principais atores da política mineira através dos partidos políticos, mas, sobretudo os movimentos sociais, as entidades de classe, lideranças regionais e a própria historia de vida do professor cuja biografia é irretocável e cuja sensibilidade para com as necessidades dos cidadãos mineiros o credenciou para escrever uma nova pagina na historia de Minas, sem a contaminação do debate nacional que tanto tem afetado nosso estado nos últimos anos. Ao ensaiar uma aproximação com os setores populares, com as lideranças religiosas, políticas e regionais o governador demonstrou que sem prejuízo de uma agenda nacional ou de um projeto de poder, propunha a formação de um governo participativo com enfoque na luta contra a pobreza, a violência e o combate as drogas que apavora nossos jovens, feridas ainda muito abertas no nosso estado. Critico da política de verticalização que tem sido adotada pelos partidos nacionais inclusive o seu, nosso governador agregou em minas alianças com lideranças regionais algumas de partidos considerados de oposição ao seu governo e que também sofrem com a ingerência e atropelamento das executivas nacionais, estava, portanto formada uma coalizão Pró-Minas que daria uma nova cara a administração tornando-a uma trincheira em defesa de nosso estado nos vários níveis de poder, municipal, estadual e federal. Ao desprezar estas forças populares e regionais e ao estabelecer uma composição de governo fabricada em Brasília, longe dos verdadeiros anseios de Minas e ignorando vários atores do processo de retomada do dialogo e da unidade de Minas, Anastásia contraria Maquiavel mostrando que os meios é que justificam os fins. George Hilton é deputado federal e presidente estadual do Partido Republicano Brasileiro
Etnia e ocorrência de casos na família aumentam risco de contrair câncer de próstata

Por Miguel Srougi *
As causas do câncer da próstata são ainda desconhecidas, sendo certo que todos os homens nascem com genes nocivos chamados "proto-oncogenes", que dão a ordem para uma célula normal se transformar em outra maligna. Isso só não ocorre indiscriminadamente porque a função dos proto-oncogenes é antagonizada por outro grupo de genes protetores, chamados de "supressores", dos quais os mais conhecidos são o p53 e o p21. Esses genes promovem o suicídio das células toda vez que elas sofrem um processo de degeneração maligna, num fenômeno conhecido como apoptose.
O câncer da próstata surge porque com o decorrer dos anos acumulam-se perdas dos genes supressores, o que libera a atividade dos proto-oncogenes e permite a degeneração maligna das células prostáticas.
De forma interessante, pesquisadores da Universidade Johns Hopkins dos Estados Unidos sugeriram, recentemente, que a transformação maligna das células prostáticas talvez seja estimulada por micro-organismos desconhecidos ou proteínas estranhas. Ao penetrarem na próstata esses elementos desencadeiam um quadro de inflamação na glândula, que ativa os genes indutores do câncer. Uma procura frenética desses possíveis agentes nocivos encontra-se em andamento, o que prenuncia a descoberta iminente de medidas que poderão prevenir ou atenuar a evolução da doença.
Fatores de risco
Duas condições aumentam os riscos de se contrair o câncer da próstata: a etnia e a ocorrência de casos na família.
A frequência desse tumor é 70% menor em homens orientais, mas essa diferença quase desaparece quando orientais migram para o Ocidente, sugerindo que influências ambientais, dieta e estilo de vida também estão associados à instalação da doença. Por outro lado, negros têm o dobro da incidência de câncer da próstata e neles o tumor costuma ceifar mais vidas.
Conquanto a transmissão hereditária de genes mais agressivos possa explicar essa propensão, estudos recentes patrocinados pela American Cancer Society sugerem que, nos Estados Unidos, esse comportamento também está relacionado com marginalização social e menor acesso dos negros aos programas de diagnóstico precoce e aos tratamentos curativos. Fenômeno perverso que, possivelmente, se repete numa sociedade tão injusta como a nossa.
Sabe-se, há muito, que a incidência do câncer da próstata aumenta, respectivamente, de duas, três e cinco vezes, quando um, dois e três parentes de primeiro grau (pai ou irmão) são portadores do mal. Nos casos hereditários o tumor manifesta-se em idades mais precoces, muitas vezes antes dos 50 anos. Por isso, homens com histórico familiar devem realizar exames preventivos anuais da próstata a partir dos 40 anos de idade e não após os 45 anos, como se recomenda para todos os homens.
Obesidade e vasectomia, lembrados como possíveis causadores do câncer da próstata, não parecem ter vínculo direto com a doença. Contudo, homens obesos atingidos pelo tumor costumam apresentar doença mais grave e, com isto, evoluir de forma mais desfavorável.
* Miguel Srougi é professor titular de urologia da Faculdade de Medicina da USP (Universidade de São Paulo) e pós-graduado em urologia pela Harvard Medical School, em Boston
sexta-feira, 31 de dezembro de 2010
quinta-feira, 30 de dezembro de 2010
Governo lança novo documento de identidade civil dos brasileiros

Foi lançado nesta quinta-feira (30), em Brasília, o Registro de Identidade Civil (RIC), o novo documento de identidade dos brasileiros. Trata-se de um dos mais modernos documentos de identificação do mundo, que deve substituir o atual RG.
O lançamento acontece no Salão Negro do Palácio da Justiça, às 12h, e contará com a presença do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, do ministro da Justiça, Luiz Paulo Barreto, do diretor do Instituto Nacional de Identificação, Marcos Elias de Araújo, do diretor-presidente do Instituto Nacional de Tecnologia da Informação, Renato da Silveira Martini, e do presidente da Casa da Moeda do Brasil, Luiz Felipe Denucci, entre outras autoridades.
O novo documento conta com diversos mecanismos de segurança, além de um chip, onde estarão armazenadas as impressões digitais do titular e informações como sexo, nacionalidade, data de nascimento, foto, filiação, naturalidade, assinatura, órgão emissor, local de expedição, data de expedição, data de validade do cartão e dados referentes a outros documentos, como título de eleitor, CPF etc.
quarta-feira, 29 de dezembro de 2010
FGV: Empresários estão otimistas e devem começar ano contratando

As perspectivas dos empresários da indústria brasileira para o início de 2011 são otimistas, de acordo com a Sondagem Conjuntural da Indústria de Transformação de dezembro, realizada pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). O levantamento mostra que o indicador emprego previsto atingiu 126 pontos, o melhor nível desde maio deste ano, quando chegou a 126,2 pontos.
"A indústria deve começar o ano contratando", disse o especialista em análises econômicas da FGV, Jorge Braga. De acordo com ele, os setores que apresentaram maior otimismo foram os de minerais não metálicos, vestuário e calçados, produtos têxteis e produtos alimentares. "Todos os setores são intensivos em mão-de-obra e foram beneficiados pelo aumento da renda e do crédito", afirmou.
Outro indicador que registrou otimismo é o de produção prevista que atingiu 142,1 pontos, o melhor nível desde dezembro de 2009, quando estava em 144,1 pontos. De acordo com o levantamento, 42,9% dos empresários acreditam que a produção deve crescer nos meses de dezembro, janeiro e fevereiro e apenas 0,8% acreditam que deve diminuir.
O indicador tendências dos negócios para os próximos seis meses registrou 145,2 pontos. De acordo com Braga, embora em um patamar elevado, o resultado está distante do registrado em fevereiro deste ano, quando atingiu 169,6 pontos. Para 46,8% dos industriais, a situação dos negócios deve melhorar nos próximos seis meses. Para 1,6%, deve haver piora. Para Braga, os dados indicam perspectivas favoráveis para o início de 2011.
Braga citou que o indicador de estoques, que atingiu 98,7% em dezembro, aponta que as indústrias conseguiram ajustar os estoques no fim deste ano depois de terem acumulado mercadorias no terceiro trimestre, que foi o mais fraco em vendas. Para 6,5% dos consultados, os estoques estão excessivos e para 5,2% estão baixos, confirmando que para a maioria dos industriais os estoques estão ajustados.
Na avaliação de Braga, o Índice de Confiança da Indústria (ICI) é uma síntese desses resultados. "A média do ICI do quarto trimestre superou a média do terceiro trimestre, mas ficou abaixo do primeiro e do segundo trimestres deste ano", disse.
terça-feira, 28 de dezembro de 2010
VAI VIAJAR PARA EUROPA? SAIBA ANTES
REQUISITOS PARA ENTRADA NA EUROPA
• passaporte válido por no mínimo mais seis meses além
da data da viagem;
• passagens para todo o percurso da viagem até o retorno
com data marcada para o Brasil (não pode estar em
aberto);
• comprovante de reserva paga em hotel, ou carta-convite
de quem se responsabilizará pela hospedagem, preenchida
em formulário próprio que varia de formato, custo e
órgão expedidor conforme o país europeu de destino;
• documento comprobatório de reserva de plano de viagem
(“voucher”, por exemplo), com itinerário;
• posse de recursos financeiros para se manter no país
durante a estada, nos valores mínimos de aproximadamente
60 euros diários por pessoa e 600 euros por
qualquer período, em dinheiro ou cheques de viagem
ou certificados, devendo cartões de crédito estar acompanhados
de carta do banco especificando o limite do
cartão;
• para os que viajam para participar sem remuneração de
congressos, conferências, seminários, concursos e outros
eventos do gênero, carta-convite da instituição organizadora,
comprovante de inscrição, cartão de acesso,
programa ou outro documento sobre o evento que contenha
algum registro comprovando sua validade, tal como
autenticação;
• comprovante autenticado de emprego no Brasil, se for o
caso; e
• seguro médico internacional, exigido por alguns países,
no valor mínimo de 30 mil euros.
Núcleo de Assistência a Brasileiros
do Ministério das Relações Exteriores (NAB)
Telefones :
+ 55 (61) 3411-8803 / 8804 / 8805 / 8809 / 8817 / 8818 / 6270 / 9718
Fax: + 55 (61) 3411-8800
E-mail: dac@itamaraty.gov.br
Em caso de emergência fora do horário do expediente (20h às 8h):
+55 (61) 3411-6456 / 8197-2284
Esplanada dos Ministérios, Bloco H - Anexo I - Térreo Brasília - DF - CEP 70.170-900
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